Conselhos de Utilização

Cheiro do Vinho - AFG Produtos Alimentares

Temperatura

A temperatura influencia apreciação de um vinho. Para verificar a temperatura de um vinho, utilize um termómetro para o efeito. Não há uma temperatura exacta para cada vinho, mas sim temperaturas indicadas ou de referência.

Vinho Branco

  • Encorpado - 10ºC / 12ºC
    Jovem, meio-seco e leve, doce e encorpado - 7ºC / 10ºC
    Doce e Leve - 6ºC / 8ºC

Vinho Tinto

  • Reserva - 16ºC / 18ºC
    Encorpados - 15ºC / 17ºC
    Jovens - 11ºC / 14ºC

Vinho Rosé

  • 7ºC / 10ºC

Vinho Espumante

  • Bruto - 6ºC / 12ºC
    Meio doce e doce - 6ºC / 9ºC

Vinho do Porto

  • Vintage - 16ºC / 18ºC
    Tawny - 12ºC / 16ºC
    Branco - 8ºC / 12ºC
    Branco servido fresco - 6ºC / 7ºC

Madeira

  • 10ºC / 14ºC

Moscatel

  • 12ºC / 14ºC

Copos

Copo de Vinho Tinto - AFG Produtos Alimentares

Copo de Vinho Tinto
Com o corpo redondo ligeiramente mais estreito no topo. Para que os aromas aí fiquem concentrados.

Copo de Vinho Branco - AFG Produtos Alimentares

Copo de Vinho Branco
Com o corpo mais pequeno do que o copo de vinho tinto, uma vez que os brancos não necessitam de respirar tanto como os tintos e os aromas do vinho não evoluem tanto.

Flute de Champanhe - AFG Produtos Alimentares

Flute de Champanhe
O flute tem um corpo estreito no topo e fino, para permitir que o gás do espumante permaneça no copo durante mais tempo.

Copo de Vinho do Porto - AFG Produtos Alimentares

Copo de Vinho do Porto
O corpo do copo é mais pequeno, com o topo do corpo é mais estreito, não se deve encher o copo para permitir a libertação dos aromas.

Como Provar

1. Exame Visual
Observe o vinho, utilizando boa luz, contra uma superfície branca. Deverá observar a cor, a limpidez e efervescência.

2. Agitar
Agite o copo com um cuidadoso movimento circular, de modo a permitir a libertação dos aromas. Quando parar a agitação veja se existem lágrimas a escorrer pelas paredes do copo (podem dar uma indicação sobre o teor de álcool e açúcar do vinho).

3. Aroma
Agite novamente o copo, aproxime o nariz e inspire profundamente. Tente encontrar no conjunto de aromas alguns que Ihe sejam familiares (fruta, flores. etc.).
Corpo ou volume - maior ou menor viscosidade do vinho (sensação transmitida pelo conjunto dos taninos, álcool, glicerol e açúcares).
Nos vinhos brancos, esta harmonia é resultado do equilíbrio do doce com o ácido. Nos tintos entram igualmente o amargo e a adstringência, conferidas essencialmente pelos taninos e polifenois.

Cheiro do Vinho - AFG Produtos Alimentares

4. Provar
Coloque na boca vinho (sem ser demasiada).
Role o vinho suavemente na boca, de forma a atingir as papilas gustativas de forma uniforme.
Defina o sabor do vinho. Inspire pela boca, fazendo o ar atravessar o vinho e expire pelo nariz.
Os aromas detectados desta forma constituem o aroma de boca.
Ao conjunto das sensações detectadas na boca e por via retronasal, no nariz, chama-se paladar.

Sabor do vinho

Equilíbrio - o conjunto dos quatro sabores elementares deve ser globalmente agradável para que um vinho seja equilibrado.

Persistência - tempo que as sensações agradáveis levam a desaparecer. Quanto mais longo, melhor será o vinho.

Agite novamente o copo, aproxime o nariz e inspire profundamente. Tente encontrar no conjunto de aromas alguns que lhe sejam familiares.

Prova do Vinho - AFG Produtos Alimentares

Cor

Vinhos Tintos
Os vinhos tintos, que quando jovens apresentam cores mais vermelhas, com o envelhecimento começam a acastanhar, chegando a cores próximas do castanho-dourado.

Vinhos Brancos
A cor dos vinhos brancos não fornece muitas indicações. Em geral, cores mais carregadas significam que o vinho é proveniente de climas mais quentes, de uvas mais maduras, ou vinificado em cascos de carvalho.

Vinhos Rosé
Os vinhos rosé, apresentam uma gama de cores que vão do alaranjado (casca de cebola), até ao vermelho claro (rosa).

Limpidez

O vinho deverá apresentar-se límpido e brilhante. Num vinho tinto poderá, por vezes, aparecer um depósito escuro, de origem natural, o qual não deverá ser levantado.para que este não fique em suspensão no vinho. Nos vinhos brancos, em princípio, não deverão surgir depósitos, podendo todavia aparecer um pequeno depósito cristalino.

Eferverscência do Vinho - AFG Produtos Alimentares

Efeverscência

Há vinhos que apresentam alguma efervescência, devido à presença de gás carbónico. Encontram-se neste caso a maioria dos vinhos Verdes, e os vinhos Espumantes.

Aromas

Os aromas dos vinhos são normalmente classificados por analogia com outros odores naturais. Assim, fala-se de aroma frutado ou floral quando faz lembrar o aroma de frutas ou flores; animal quando lembra o couro. O primeiro passo na identificação do aroma é identificar a que grupo pertence.

Decantação do Vinho - AFG Produtos Alimentares

Decantar o Vinho

Decantar o vinho é a passagem do vinho da sua garrafa original para um recipiente (de cristal ou vidro), designado por decanter ou decantador . O processo de decantar um vinho jovem é diferente da decantação de um vinho velho.

Normalmente a decantação é feita exclusivamente aos vinhos tintos por dois motivos:
1. Elimina as borras acumuladas, especialmente em vinhos velhos que estão engarrafados há vários anos;
2. Permite ao vinho respirar pois, a oxigenação contribui para a libertação total dos aromas contidos na garrafa, melhorando assim o paladar do vinho.

Decantar vinho tinto jovem

Nos vinhos jovens, a decantação suaviza os taninos ásperos, secos e adstringentes presentes no vinho. Normalmente, estes vinhos têm elevada acidez porque ainda não tiveram tempo de amadurecer, logo precisam de “respirar” durante uma ou duas horas.

Verta o conteúdo da garrafa para o decantador num gesto único e contínuo. A garrafa vazia deve ser colocada ao lado do decantador para que possam identificar o vinho que irão provar.

Decantar vinho tinto velho

A garrafa deve ser colocada na posição vertical um ou dois dias antes de ser consumida, para que todos os depósitos se concentrem no fundo.

A decantação deve ser efectuada cerca de meia hora antes do vinho ser servido, porque nos vinhos velhos, a decantação acelera a evaporação dos aromas. Um periodo curto de "respiração" chega para libertar e "abrir" o bouquet depois de muitos anos "fechado".

Depois de abrir a garrafa, limpe o gargalo para retirar qualquer resíduo e começe a verter o vinho para o decantador. Coloque uma vela acesa ou um pequeno foco junto do gargalho, utilizando esta fonte de luz para se certificar que não deita borras no decantador.

Verta tudo de uma só vez, parando apenas quando aparecerem os primeiros resíduos no gargalo. Coloque o decantador e a garrafa original juntos na mesa.

Garrafeira - AFG Produtos Alimentares

Como Guardar

Se pretender constituir uma garrafeira, escolha de acordo com o seu gosto pessoal, os vinhos a guardar na sua colecção. O número de garrafas deve ser proporcional ao seu hábito de consumo.








A garrafeira deve:

  • Ser um espaço amplo e fresco.
  • Estar protegida da luz e de variações de temperatura de forma a que o vinho se mantenha entre os 7ºC e os 13ºC.
  • A humidade do ar deve rondar valores entre os 60% e os 75%.
  • Deve assegurar dos valores da temperatura e da humidade, tendo para isso um termómetro e um higrómetro. Uma opção mais cara é a aquisição de uma garrafeira tipo "frigorífico", onde a temperatura e humidade são constantes e facilmente controladas.
  • Deve ter uma boa circulação de ar para evitar cheiros.
  • Deve permitir que as garrafas sejam guardadas deitadas, para que o vinho fique em contacto com a rolha. (assim a rolha não seca e não deixa entrar ar).
  • As garrafas de vinho do Porto Tawny, Madeira e outros generosos devem ser armazenadas de pé, pois a constituição destes vinhos pode danificar as rolhas se estiverem em permanente contacto com elas.

Garrafeira - AFG Produtos Alimentares

Ler um Rótulo

Em Portugal, são as comissões de viticultura que regulam e fiscalizam os conteúdos dos rótulos. Os elementos do rótulo variam de acordo com o tipo de vinho, contudo existem elementos em comum, pois as regras de rotulagem derivam da legislação da União Europeia.

Marca - Nome comercial do vinho

VQPRD / DOC - Classificação do vinho (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada/Denominação de Origem Controlada).

Região - Zona de origem do vinho.

Tipo de Vinho - Os tipos de vinho possíveis são: branco, rosé, tinto. Em relação ao açúcar o vinho pode ser seco, meio-seco, meio doce e doce.

Engarrafador - Quem e onde se realizou o engarrafamento do vinho.

Data da Colheita - Ano em que as uvas foram colhidas.



Castas - As castas utilizadas. Se o vinho for produzido com, no mínimo 85% de uvas pertencentes a uma só casta, pode dizer-se também que o vinho é monocasta ou varieta.

Nº de Lote - É o conjunto de unidades de venda do produto, embalado em circunstâncias semelhantes.

Portugal - Origem do Produto. É obrigatório que seja produto de Portugal.

Contém Sulfitos - Presença de determinados ingredientes na composição do vinho, nomeadamente sulfitos.

0,75l - Quantidade de vinho na garrafa.

13% - Corresponde ao número de litros de álcool em 100 litros de vinho.

Benefícios do Consumo Moderado e Regular do Vinho

O vinho consumido em pequenas doses regulares, traz benefícios para a saúde.

O vinho tinto tem propriedades cientificamente comprovadas que beneficiam a saúde por promover a desaceleração da deterioração celular do organismo, além de desempenhar um importante papel na proteção das funções cardiovasculares.

É devido à presença abundante de flavonóides e do resveratrol (antioxidantes naturais) especialmente no vinho tinto (cerca de 20-50 vezes mais resveratrol do que o vinho branco, porque durante a produção, na fermentação, são incluídas as cascas), que o vinho devido à sua função antioxidante aparece associado a efeitos benéficos nas doenças coronárias, e tem mostrado efeito protetor contra o cancro.

Doenças coronárias:
O consumo moderado de vinho controla os níveis sangüíneos de algumas substâncias químicas inflamatórias chamadas citocinas. Estas, por sua vez, afetam o colesterol e as proteínas da coagulação. O vinho é capaz de reduzir os níveis de LDL e aumentar os de HDL (colesterol bom).
Com relação à coagulação, o vinho torna as plaquetas presentes no sangue menos aderentes e reduz os níveis de fibrina, evitando que o sangue coagule em locais errados. Estes efeitos poderiam prevenir o entupimento de uma coronária, evitando um enfarte do miocárdio.

Doenças do cérebro:
O vinho, quando consumido com moderação, parece reduzir o risco de demência, incluindo a doença de Alzheimer. Segundo alguns especialistas, os polifenóis presentes no vinho (principalmente nos tintos) evitam o envelhecimento das células cerebrais.

Doenças respiratórias:
O vinho reduz a possibilidade de infeção pulmonar.

Doenças do aparelho digestivo:
Hoje, sabe-se que o consumo moderado de vinho está associado a uma menor incidência de úlcera péptica por uma série de razões: alívio do stress, inibição da histamina, acção antimicrobiana contra a Helicobacter pylori.

Doenças do aparelho urinário:
O vinho é capaz de reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários, ao estimular a diurese.

Sangue e anemia:
O álcool ajuda o organismo a absorver melhor o ferro ingerido nos alimentos. Além disto, um copo de vinho tinto contém, em média, 0,5mg de ferro.

Diabetes:
O vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente).

Ossos:
Alguns estudos têm demonstrado que o consumo de pequenas quantidades de vinho é capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose.

Visão:
O vinho reduz a degeneração macular, causa comum de cegueira em idosos.